Junta de Freguesia de Candelária Junta de Freguesia de Candelária

História

História

Candelária (Madalena)

“Candelária é uma freguesia portuguesa do concelho da Madalena, com 31,72km² de área e 822 habitantes (censo de 2011). A sua densidade populacional é 25,9 hab/km². Dista à sede de concelho 8.50 km.”.

“Minha Candelária, minha aldeia bela,
Toda sorridente, feita de luar!…
Vejo-a nos meus sonhos, qual fulgída estrela…
Ai! Como eu anseio por tornar a vê-la…
Minha Candelária, meu lindo pomar!”

COSTA, José Carlos, in As Casas do Porvo da Ilha do Pico, 60, 2018.

Descrição

Esta freguesia da Candelária apresenta-se como uma pitoresca povoação, cuja fundação recua ao século XVII, mais precisamente ao ano de 1632. A norte confina com a freguesia da Criação Velha e a sul com a freguesia de São Mateus, abrangendo uma área aproximadamente de 31,72 quilómetros quadrados.

Esta localidade tem como Santa Padroeira Nossa Senhora das Candeias, cuja imagem se encontra na Igreja de Nossa Senhora das Candeias, templo cuja construção recua ao século XVIII, mais precisamente a 1803.

Nesta freguesia é de mencionar alguma das figuras que ao longo dos tempos contribuíram para a história da localidade, da ilha do Pico ou mesmo de Portugal, assim refere-se o Cardeal D. José da Costa Nunes (Candelária do Pico, Açores,15 de março de 1880—Roma,29 de novembro de 1976), que foi o 1º Cardeal natural dos Açores e patrono da Escola Secundária da Madalena.

D. José da Costa Nunes deixou como legado o seu património a esta freguesia da Candelária com o destino de ser criado um Jardim de Infância pelas Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Igualmente de referência é o bispo D. Jaime Garcia Goulart (Candelária do Pico, 10 de janeiro de 1908—Ponta Delgada, 15 de abril de 1997) que se destacou no campo da ação missionária no Oriente.

É, por isso, então conhecida como o “Vaticano dos Açores”.

Do património histórico desta localidade é de mencionar a Igreja Paroquial dedicada a Nossa Senhora das Candeias, a casa de São José que foi a residência do Cardeal Costa Nunes, a Ermida de Nossa Senhora de Fátima localizada no Campo Raso, o Solar dos Arriagas na localidade do Guindaste, a Ermida de São Nuno na localidade da Mirateca, o Curato de Santo António do Monte e Capela de São Francisco na localidade do Monte, além do Impérios do Espírito Santo.

No campo da cultura na Candelária é de destacar o Grupo Folclórico da Casa do Povo da Candelária, que é o mais antigo dos Açores, o agrupamento dos escuteiros 808 da Candelária, o Candelária Sport Clube e uma Casa do Povo que se destina a uso comunitário que entre vários usos sociais predomina a dinamização de pessoas da terceira idade.

Um pouco por toda a orla costeira da freguesia, mas principalmente a partir do lugar do Monte encontra-se uma costa recortada por altas falésias.

Os campos de cultivo e pastagens são verdejantes e fecundos. No campo da vitivinicultura encontram-se típicas adegas, desde há muito dedicadas ao cultivo do Verdelho, que se estendem desde a zona de veraneio do Pocinho, ao Porto do Calhau, à Porta da Madre Silva também conhecida como Ponta da Má Descida e à Ponta do Espartel.

Em abril de 1980, começou a erguer-se na localidade do Campo Raso, nome que se deve ao facto de ter terras muito férteis onde os campos cultivados tinham grande abundância, ou seja, eram “rasos”, a Ermida de Nossa Senhora Mãe da Igreja.

Este acontecimento tive início numa reunião em que participou grande parte da população, bem como o então padre da localidade, Filipe Madruga. Já com uma imagem na posse dos presentes, esta foi benzida no dia 12 de julho de 1980, pelo já referido padre Filipe.

Nesse acontecimento, um filho da professora D. Clotilde Cândida Pereira cedeu alguns terrenos para a construção da Ermida referida.

Corria o dia 11 de julho de 1982quand se deu a inauguração oficial da Ermida, que se localiza no centro do Campo Raso, passando a ser o ponto mais importante do local.

O nome da rua “Mãe da Igreja” foi atribuído quando a Ermida realizou o seu 25.º aniversário.


Juntas de Freguesia

1914 a 1917 – Presidente: Manuel Garcia da Rosa

- Secretário: Virgílio Correia Bettencourt

- Tesoureiro: José Leal Camacho

1918 a 1919 – André Rodrigues Porto

1919 a 1922 – Desidério José de Araújo (Presidente), António Garcia Luís

1922 a 1925 – André Rodrigues Porto (Presidente), João Garcia Goulart, João Furtado Cardoso, Manuel Jorge Garcia Peixoto e José Leal Camacho (Secretário interino)

1926 – Francisco Furtado Moniz (Presidente), Manuel Inácio de Sousa, Manuel Francisco das Neves Júnior, Francisco Garcia Pereira, António Francisco da Silveira,João Rodrigues Machado

1926 – a partir de agosto – Manuel Francisco das Neves Júnior (Presidente)

1927-1931 – João Furtado Cardoso (Presidente), Manuel Jorge Garcia Peixoto e Manuel da Costa Nunes

1932 – Virgílio Correia Bettencourt Júnior (Presidente) António Francisco da Rosa e Francisco Rodrigues das Neves

1933-1934 – André Rodrigues Porto (Presidente), João Furtado Cardoso e Manuel Jorge Garcia Peixoto

1935-1938 – José Inácio Jorge (Presidente), Franklin de Sousa Goulart e Virgílio Correia Bettencourt

1939-1944 – José Inácio Jorge (Presidente), Franklin de Sousa Goulart e Manuel Rodrigues das Neves

1945-1950 – Manuel Rodrigues das Neves (Presidente),  Franklin de Sousa Goulart e José Inácio Jorge

1950/11/05 a 1957 – Urbano da Silva Ferreira (Presidente), Franklin de Sousa Goulart e Francisco de Matos Bettencourt

1958-1967 – José Leal Camacho (Presidente). Segundo o que nos disseram, porquanto não encontrámos livros desta altura.

1968-1970 – Urbano da Silva Ferreira (Presidente)

1971-1974 – João Rocha Goulart (Presidente), João Lino Vieira Goulart e Daniel Lacerda Lemos

1974-1976 – Mário Henrique de Sousa

16/12/1976 – José Alberto da Silveira (Presidente), Ernesto Rodrigues Alberto e José Albino Castro

16/12/1979 – Luís Pereira da Rosa (Presidente), Manuel Homem Jorge e José da Costa Xavier

12/12/1982 – Luís Pereira da Rosa (Presidente), Francisco Manuel Melo Dias e António Fernando da Rosa Pereira

15/12/1985 – Manuel Albino de Sousa (Presidente), Francisco Manuel Melo Dias e Nuno Francisco de Matos

17/12/1989 – José Albino de Castro (Presidente), Francisco Manuel Melo Dias e Nuno Francisco de Matos

12/12/1993 – José Carlos Silveira da Costa (Presidente), Maria Gabriela Sousa Moniz e Leonardo Nuno Garcia da Rosa

1997 – Victorino Rodrigues Dias (Presidente), Maria Salomé Gonçalves Dias e Manuel Fernando Silva

2001 –  Victorino Rodrigues Dias (Presidente), Jéni Dias de Sousa e Manuel Fernando Silva

2005 –  Victorino Rodrigues Dias (Presidente), Jéni Dias de Sousa e Manuel Fernando Silva

2009 –  Victorino Rodrigues Dias (Presidente), Jéni Dias de Sousa e Rui Arménio da Costa Nunes

2013 – Paulo Marcelino da Silva Pereira (Presidente), Lilia Berta Leal, Rui Arménio da Costa Nunes

2017 – Paulo Marcelino da Silva Pereira (Presidente), Tânia Catarina Matos de Sousa e Emanuel António da Silva Sousa

2021 – Diogo Pereira Nunes (Presidente),  Suzana Catarina Costa Goulart e Sancho Manuel Nunes Cardoso (Tesoureiro);


COSTA, José Carlos, in A Luz Vem do Basalto, Patrocínio da Câmara Municipal da Madalena, 211-213, 2004.

Regedores:

1882 – Francisco da Costa Nunes

1883 – Domingos da Costa Nunes

1886 – Manuel Garcia Goulart

1890 – João Inácio de Castro

1897 – Manuel Furtado da Silveira

1902 – Manuel Rodrigues Dias

1907 – João P. de Castro

1908 – Francisco Inácio de Castro

1908 – Augusto Rodrigues da Rosa

1910 – Francisco Rodrigues da Costa

1910 – Joaquim Silveira da Costa

1926 – Manuel Gonçalves de Sousa

1927 – João Garcia Goulart

Durante muitos anos, o Regedor foi João José de Araújo, mais conhecido pelo João Regedor. O último Regedor antes do 25 de abril foi seu genro Manuel Vieira Goulart.

Depois da Revolução, ainda foi Regedor Manuel Homem Jorge.

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